A T3-2007 da GP2 Series vem sendo marcada pelo equilíbrio e competitividade e nas últimas duas etapas disputadas não foi diferente. Evandro Lima, Pedro Mega, por duas vezes, e Eduardo Prado alcançaram o lugar mais alto do podium, deixando o campeonato de pilotos ainda mais embolado entre os 3 primeiros colocados. Na etapa de Istambul, assim como aconteceu na Hungria, tivemos a etapa com o maior número de participantes, um total de 14 pilotos. No qualify da 1ª bateria, o paulista Eduardo Prado cravou a pole com o tempo de 1min37s341', sendo apenas 141 milésimos mais rápido que Algaci Túlio Jr. O que comprova o equilíbrio é que eo quarto colocado, Pedro Mega, ficou apenas 378 milésimos da pole.
As duas baterias foram marcadas por várias quebras de motor, em uma delas, Eduardo Prado, que brigava pelo título deu adeus a primeira bateria, deixando caminho aberto para Algaci, Evandro Lima e Pedro Mega. Com o desemrolar da prova e os pits stops acontecendo, Evandro Lima foi mais rápido nos boxes, saindo na frente de Algaci e mantendo a liderança por 11 voltas, cruzando pouco mais de 4 segundos de vantagem para Algaci e conquistando sua primeira vitória na GP2. Com a quebra do motor de Pedro Mega, João Petry mais uma vez levou vantagem em sua constância e regularidade para levar o carro até o final, conquistando mais um podium na categoria e assim manter sua liderança no campeonato. Somente 6 pilotos completaram a bateria.
Na segunda bateria de Istambul, mesmo com a inversão do grid, já ao final da primeira volta, devido aos vários pontos de ultrapassagem da pista, os mais rápidos já ocupavam as primeiras posições, ficando da seguinte maneira: Pedro Mega, Algaci Tulio Jr, Evandro Lima, Eduardo Prado e João Petry.
O piloto Pedro Mega conseguiu imprimir um ritmo de prova impressionante, sendo rápido, altamente constante e sem cometer qualquer erro, vencendo a bateria praticamente de ponta a ponta, perdendo a posição para Petry somente durante o pit stop. Cruzando pouco mais de 1 segundo, chegou Eduardo Prado, seguido por João Petry e Adriano Pinho. Novamente os abandonos foram excessivos, sendo quebra de motor a principal causa.
Passado uma semana, a categoria voltava as pistas para disputar a etapa de Hockenheim, que tinha sido cancelada. O horário diferente do normal acabou fazendo com que o grid não enchesse tanto quanto na etapa passada.
Porém, com um ingrediente a mais nas disputas, pois a liderança do campeonato continuava em jogo, onde Petry chegava como líder, seguido por Eduardo Prado e Pedro Mega.
Inicado o qualify, Pedro Mega mostrava o quanto quer brigar pelo título, cravando sua quarta pole na temporada, em cinco etapas disputadas, com o tempo de 1min25s975'.
Pedro Mega estava em mais um dia daqueles e não deu chance a ninguém, venceu de ponta a ponta, cruzando com mais de 8 segundos de vantagem para Eduardo Prado. Um fato marcante e inédito nesta bateria foi a quebra do motor de João Petry. Pela primeira vez na temporada da GP2 o piloto não conseguiu terminar uma bateria e perdeu pontos importantes na dispta pelo campeonato.
Completando o podium chegou Roberto Campos, que durante toda corrida, apesar de não ter sido tão rápido quanto os demais líderes, mostrou regularidade, cometendo poucos erros e conseguindo sua melhor colocação até o momento na categoria. Novamente o número de pilotos que completaram a corrida foram poucos, apenas 5 pilotos entre os 10 que largaram.
A bateria final em Hockenheim ganhava uma importância ainda maior do que a primeira. Com o abandono de João Petry na bateria anterior, o campeonato ficava mais aberto do que nunca. De uma lado, Eduardo Prado, que não podia deixar Petry escapar na liderança. Do outro, Pedro Mega, vindo de duas vitórias consecutivas e querendo encurtar a distância de pontos para os dois líderes do campeonato.
Com a inversão do grid, Evandro Lima largara na pole, o que tornaria mais difícil uma vitória de um dos três pilotos que estão na briga pelo título. Com uma grande vontade de vencer, Pedro Mega acabou pagando caro por ser afoito e já na primeira volta abandonava a corrida após um acidente. Na 10ª volta, Eduardo Prado assumia a liderança após ultrapassar Evandro Lima. Algumas voltas depois, com o pit stop de Evandro, era João Petry quem vinha no embalo de Eduardo, assumindo a segunda posição. COm a parada de Eduardo Prado, temprariamente, João Petry assumia a lidernaça, mas foi apenas por uma volta.
Da 13ª volta em diante, nas três primeiras posições a corrida permaneceu como estava, e assim, Eduardo Prado garantiu sua terceira vitória na temporada, o que fez com que o piloto assumisse a liderança, com apenas 1 ponto de vantagem para João Petry, o segundo colocado da bateria, e agora, também do campeonato. Evandro Lima conseguiu masi um podium na temporada. Dessa vez, 6 pilotos conseguiram terminar a corrida
No próximo domingo, dia 16 de dezembro, a GP2 Series chega sua etapa final, no tradicional templo da velocidade: Monza. A temporada, durante todas as etapas, foi marcada por muito equilíbrio e boa disputas pela lidernaça. Ao longo dela, 3 pilotos revezaram na liderança, trazendo emoção até a última etapa. A diferença de pontos entre o primeiro e terceiro colocados é de apenas 8 pontos.
O paulista Eduardo Prado, com 3 vitórias e uma pole é o líder com 72 pontos. Na vice-liderança, apenas 1 ponto atrás vem o gaúcho João Petry, que conquistou duas vítórias. Em terceiro, com 64 pontos, vem Pedro Mega, que até o momento foi o piloto que conseguiu o maior número de vitórias e poles na temporada, totalizando 4 em cada uma delas.
Pois bem amigos, a disputa esta entre os três pilotos e totalmente aberta, não dando para apontar favoritos. Ao longo desta temporada, cada um mostrou uma característica diferente para chegar ao final brigando pelo título. Velocidade, regularidade, constância e, a mais importante de todas, presença. Façam suas apostas.
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